segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Amputado

Cortaram meus braços e minhas mãos.
mas a cabeça não.

Ainda   penso,  analiso  e  tenho  idéias.
Discurtir não.

Cortaram minha liberdade de ser e viver.
mas o desejo não.

Chego sem pés, sem braços; quase morto.
Pedir para sair não.

domingo, 26 de outubro de 2008

Texto excluído.

Espero amigo leitor, que entenda.

Um abraço.

domingo, 12 de outubro de 2008

Recortes.


Ainda me recordo daquela turma da 4ª série que era a mesma desde o pré-escolar. Nossa classe era dividida entre quatro partes: O Grupo de Natália que fazia os trabalhos apenas para cumprir a grade, o de Aurélio que poucas vezes se destacava, o meu que contava com as brilhantes idéias de João Vitor juntamente à equipe de Elisa e Bruna Resende. Volta e meia e a história era a mesma: O grupo de Elisa tira nota 10 em História e nós respondiamos com a melhor apresentação no trabalho de Geografia. Nas provas, éramos juntos os destaques e era díficil saber quem era melhor.

Como era de se esperar, no final daquele ano a disputa estava acirrada para a nota final de Ciências. Nossa professora pediu então um trabalho no qual o Sistema Solar deveria ser apresentado em maquete. Convesersei com João e naquela hora começamos a formar o grupo. 

Mas por que esta obsessão contra estas meninas ?  Bruna era filha do homem mais importante da cidade e Elisa era a paixão secreta de  João e isso incendiava a disputa.

Existia muitos segredos em torno da criação das meninas. Tudo que sabíamos era que elas carregavam para todos os lados, uma caixa grande e bonita mas dela nada falavam, parecia ser a melhor idéia. 

Nós, com toda humildade, desenvolvemos uma espécie de haste com arames em forma de círculo e no qual cada extremidade tinha uma bolinha de isopor. Cada Planeta foi apresentado de acordo com seu tamanho e posição no sitema. Fizemos até os anéis de Saturno. No meio da haste, reinava a maior bolinha que representava o Sol. 
Chegada a hora da apresentação nós cobrimos o nosso projeto enquanto observávamos os demais.
Os grupos de Aurélo e Natália fizeram o que se esperava: Cortaram as bolinhas no meio e colaram em cartolina. Obtiveram assim, notas baixas pois não era a melhor representação. Respectivamente, Elisa abriu a grande caixa que tinha um fundo preto e todos os planetas pendurados por cabo de aço. Naquela hora, sabiamos que nosso projeto sairia vencedor e tiramos o pano de nossa "espelunca". No mesmo instante, Bruna e Elisa riram de nosso projeto mas  a professora às interrompeu dizendo:

- O trabalho que melhor representa o Sistema solar é o do grupo dos alunos: João Vitor, Bruno, Danilo, Marcelo e Adriano pois ilustra uma idéia de rota em torno ao sol. Parabéns e nota 10 para vocês !!!

E assim vencemos a disputa.

Amigos, deixei esta história boba de minha infância para refletir em acontecimentos atuais. Pessoas como Bruna e Elisa existem aos montes pois elas não reconhecem seu fracasso e tentam ofuscar o brilho de outrém.
Não deixe que os outros riem de seus planos e projetos. Seja forte e vá em busca de tudo aquilo que acredite. Se não der certo, tente de novo ou mude mas nunca desista.
Muitos são os que desaprovam esta carreira que escolhí. Mas porquê estão tão preocupados com meu futuro? Eu busquei minha rota ao Sol e vou seguir enquanto der certo.

Um grande abraço a todos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Flashback.

A poucos dias, me matriculei em um curso depois de passar por diversos testes didáticos, médicos e físicos resultado de muita luta e perseverança. Mas esta história tem um começo trágico...

Em maio de 2007, após ter obtido uma nota espetacular em provas de conhecimento, fui precocimente eliminado num teste físico. A partir dalí, percebí que as coisas deveriam tomar outro rumo: Troquei de academia, de instrutor e de vida. Pelas manhãs eu treinava forte e estudava. Durante a tarde e nos finais de semana à noite, trabalhava em eventos ou por eles. Como resultado de muito esforço, passei novamente naquela seleção mas ainda era limitado no teste que me iliminou. Foi aí que procurei ajuda de um profissional mas meus horários não iam ao encontro com os dele. Enfrentei então, por 5 meses, treinamentos pesados às 5h da manhã sobre frio, chuva e cansaço pois muitas eram as noites de trabalho naquela epóca. Estávamos na alta temporada de casamentos em BH e eu não podia abrir mão deste emprego. 

Durante as etapas seletivas, os candidatos acabam por relacionar-se uns com os outros e eu era, para os de nota inferior, um inimigo a ser vencido. Existe um clima de competição e a torcida era falsa. Um candidato que necessitava de minha eliminação chegou a me desejar "boa sorte" antes do teste mas seu olhar era totalmente antagônico as palavras que proferiu.

"Supõe tú um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas só pode alimentar uma das tribos e a Paz, nesse caso, é a destruíção; a guerra é conservação. Ao vencido, ódio ou compaixão e ao Vencedor as Batatas". (Machado de Assis) 

E alí estava eu, no cenário do meu calvário. Minhas mãos suavam, as pernas tremiam. Eu sabia que era capaz mas o nervosismo me tomou naquele instante.
Foi então que fiz da queda um passo de dança, do medo uma escada, da derrota uma vitória. 
O eliminador de outrora agora contava meus movimentos e quando soltei a barra, o vento refrescava e madava longe aquela lembrança horrível. 

Hoje é tudo história de folhetim.


PS: O recurso do Flashback foi muito bem usado por Machado de Assis e José Alencar. Espero amigo leitor, se acaso teve paciência de chegar a este ponto, que possa avaliar meu começo nesta aventura.

Obrigado Deus.



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Barrado...

Redigí este texto logo após minha eliminação em um teste físico, no dia 05/05/2007.


Barra:

Alongar, braços a altura do tronco, pegada forte e braço forte.

O vento surge, o olhar se perde na multidão, enquanto um sobe mil puxam e a barra lá. 

E por que o medo desta pequena chapa metálica?

Talvez não saibam que acima dela estão os sonhos e planos de muitos, talvez não saibam o quanto à vida mudou em função de uma simples barra.

Braço forte, braço fraco, tenta uma, tenta duas e tenta três.

O silêncio reina; o "eliminador" se aproxima e o "forte fraco" solta a barra assina a derrota e vai embora.

E quando acorda e vê o braço forte, forte fracasso, tudo por uma simples barra.



domingo, 5 de outubro de 2008

Negócio Fechado?

Hoje é dia de eleições. Ruas e avenidas tomadas pelos "Santinhos" de quem almeja conseguir o voto inconsciente. 
Mas um fato me deixou um tanto quanto intrigado nesta disputa: Os candidatos gastam milhões em sua campanha para um cargo que não vai dar retorno financeiro. Oficialmente, o Prefeito de Belo Horizonte logra R$ 15,9 mil por mês. Caso cumpra o mandato, ao final terá recebido um montante de R$ 763,9 mil. Uma cifra irrisória perto do investimento na campanha. Para se ter idéia, o candidato Márcio Lacerda admite gastos de R$ 14 milhões só no primeiro turno. Não obstante os candidatos Leonardo Quintão e Jô Morais admitem gastos de R$ 7 milhões cada.

É burrice pensar que todo este dinheiro provém do bolso dos candidatos. A única coisa sensata dita pela agitadora Wanessa Portugal,  é que este dinheiro saí da inciativa privada que financia o candidato e depois cobra a dívida envolvendo a administração pública em seus devaneios.

Ah, o dinheiro. Ele explica até alianças estranhas. O Governador de Minas Gerais pode
apoiar quem quiser, mesmo que este seja de um partido que históricamente tem ideiais contrários aos seus. Pode enfrentar as críticas do PT e conseqüentemente seu Veto; pode contrariar a todos pois é direito dele. 
Mas vamos ser sensatos:  
Márcio Lacerda possuí uma fortuna aproximada em R$ 55 milhões de reias. Aécio sonha com o planalto e sabe que precisará de muitas doações generosas para esta estapafúrdia campanha política Brasileira. Pimentel pode brigar com o Lula, com o PT e com todos para defender sua escolha e não há nada errado com isto afinal, ele não esconde de ninguém o desejo de se tornar governador do segundo maior colégio eleitoral do Brasil.

Negócio Fechado ?