
Tudo estava perfeito no congresso que reuniu mais de 300 pessoas no Hotel Tauá: fotografias impressas na hora, programação diversa com paradas para o lanche e jantar, música e uma peça teatral.
Foi montado uma estrutura com dois computadores no qual os fotógrafos se aproximavam com seus respectivos cartões, nos entregavam e em poucos minutos as fotos da festa estavam em papel para a surpresa dos convidados. Foi então que presenciei um fato inusitado: Os responsáveis pelo teatro esqueceram o CD-Trilha e criaram uma crise pois a peça já havia sido anunciada. Foi neste momento que recebi dois desesperados na sala de imprensa, implorando ajuda. Eles pediram um computador com acesso a internet para receber a trilha pelo MSN. Percebí que uma negativa poderia atrapalhar a expectativa de todos e naquele instante, arrisquei meu emprego e autorizei que usassem o computador da empresa para um fim que não foi programado. Entre a trasmissão, o contratante chegou e não gostou da movimentação. Expliquei então a importância daquela infração e que havia tentado contato sem sucesso com ele. Nesta hora ele entendeu e não qüestionou minha decisão. Não satisfeito, um dos desesperados começou a fazer perguntas incovenientes e também incenuar que o computador era lento. Foi aí que que a compaixão se transformou em ódio e tive de me controlar para não avançar com violência ao jovem ingrato. O computador não era um "DualCore 2 Duo" mas salvou a apresentação.
As vezes, as pessoas esquecem facilmente de processar o que acontece. Poderia ser um 386 que estivesse alí, mas como dizem "Cavalo dado não se olha os dentes".
Queira Deus que ele não dependa mais dos outros.

Um comentário:
Proatividade. O sucesso de muitos se deve a isso!
Parabéns e obrigado pelo comentário.
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